O grupo se reuniu às 14 horas e
começaram a organizar o espaço de ensaio e o cenário que pretendem usar. O
cenário faz uso dos antigos figurinos vermelhos que os atores usavam, as roupas
são amarradas nas varas de luz do fundo do palco de maneira simétrica.
Às 15:20 Alice Stefânia pediu a
Lucas Isaksson ator que interpreta o personagem Maurício de Nassau mostrar uma
adaptação de um trecho de seu texto, depois disso discutiram esta adaptação. Então
redividiram o texto da cena, passando textos que antes eram feitas pro um
personagem para outro.
Logo que redividiram o texto
passaram a cena em que o Isakson havia adaptado o texto. Ao vê-lo interpretar
Alice teve a ideia de que ele fizesse a cena correndo, ao dizer o texto correndo
o ator ganhou outro tônus na pronuncia das palavras, o esforço dele para falar
enquanto corria, alterava a respiração, mudava a tensão corporal e o ritmo de
fala, criando uma nova dinâmica para o trabalho.
As ideias de Alice vão surgindo
ao assistir as cenas, não parecem ideias prontas que são trazidas de casa. Como
por exemplo a ideia dos personagens indo atrás de Nassau como fantasmas
passarem a ser estes mesmos personagens indo atrás de Nassau com máscaras de
políticos presos na mão.
Ao refazerem a cena inteira a
diretora questionou qual eram as metáforas que os atores estavam procurando com
suas ações em cena. Houveram críticas que a peça parecia marcada ao invés de
interpretada. A diretora pede para conhecer as intenções dos personagens, Alice
busca fisicalizar melhor elas em metaforas. Lucas fala de diferenciar a
neutralidade do ator, e as caracteristicas do personagem, Yuri Fidelis começa a
falar das imagens da cena e parece assumir um espaço de assistência de direção.
Percebi como o texto precisa de
mais agilidade, ser mais cortante e mais encavalado. (É facil observar esses
problemas de texto já que são muito fortes no meu próprio trabalho de
interpretação).
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