segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Diário de campo 05/10/16


O grupo se reuniu às 14 horas e começaram a organizar o espaço de ensaio e o cenário que pretendem usar. O cenário faz uso dos antigos figurinos vermelhos que os atores usavam, as roupas são amarradas nas varas de luz do fundo do palco de maneira simétrica.

Às 15:20 Alice Stefânia pediu a Lucas Isaksson ator que interpreta o personagem Maurício de Nassau mostrar uma adaptação de um trecho de seu texto, depois disso discutiram esta adaptação. Então redividiram o texto da cena, passando textos que antes eram feitas pro um personagem para outro.

Logo que redividiram o texto passaram a cena em que o Isakson havia adaptado o texto. Ao vê-lo interpretar Alice teve a ideia de que ele fizesse a cena correndo, ao dizer o texto correndo o ator ganhou outro tônus na pronuncia das palavras, o esforço dele para falar enquanto corria, alterava a respiração, mudava a tensão corporal e o ritmo de fala, criando uma nova dinâmica para o trabalho.

As ideias de Alice vão surgindo ao assistir as cenas, não parecem ideias prontas que são trazidas de casa. Como por exemplo a ideia dos personagens indo atrás de Nassau como fantasmas passarem a ser estes mesmos personagens indo atrás de Nassau com máscaras de políticos presos na mão.

Ao refazerem a cena inteira a diretora questionou qual eram as metáforas que os atores estavam procurando com suas ações em cena. Houveram críticas que a peça parecia marcada ao invés de interpretada. A diretora pede para conhecer as intenções dos personagens, Alice busca fisicalizar melhor elas em metaforas. Lucas fala de diferenciar a neutralidade do ator, e as caracteristicas do personagem, Yuri Fidelis começa a falar das imagens da cena e parece assumir um espaço de assistência de direção.


Percebi como o texto precisa de mais agilidade, ser mais cortante e mais encavalado. (É facil observar esses problemas de texto já que são muito fortes no meu próprio trabalho de interpretação).

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