segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Diário de Bordo 13/10/2016 e vídeo

Começaram discutindo sobre o Ensaio Aberto. Quais eram as críticas e percepções que eles tiveram enquanto estavam em cena, e que ouviram depois de se apresentarem? Alguns pontos foram levantados:

-Corpo em fluxo: Tiveram dificuldade de manter a fluidez em suas movimentações e gestos, não sustentando, mantendo e prosseguindo no mesmo ritmo as ações escolhidas dando a sensação de quebra de ação de um personagem, fazendo assim que os personagens também perdessem uma busca definida por seus objetivos;

-Repetir o ensaiado: Muitas coisas acabaram por ser modificadas em cena, durante a apresentação, marcações não foram seguidas, e maneiras de fazer foram mudadas;

-Tônus: Alice falou que os corpos estavam muito languidos e naturalistas pra uma peça que não é constituída assim, que eram muitas vezes corpos pra TV, corpos que poderiam servir em outras peças, montagens ou textos, mas que para esse trabalho o corpo precisa de mais tônus, gestos mais alongados, fluídez em pulsações extracotidianas, maior gasto de energia nas movimentações, e palavras.

Depois alguns atores, principalmente Lucas Isaksson falaram sobre a falata de uma estética definida. Alice Stefânia respondeu que essa não era uma busca dela nesta peça, haviam parametros determinados como os citados acima, mas que o contemporâneo já não necessita de pureza estética.

A diretora, junto a Sulian Viera que também estava no ensaio, comentou sobre o desejo de ser a personagem e ter suas crenças, mesmo que elas sejam contrárias as crenças políticas da atriz ou ator que a interpreta.

Ainda foi comentado sobre ter domínio dos objetos usados, e o domínio de suas movimentações na cenográfia, mudanças de dinamica, e dinamicas mais energicas, e os pés mais fincados ao chão, que haviam movimentos e caminhadas despropositadas, ou movimentos que dispersavam o foco da cena.

Às 16 horas começaram a fazer uma passagem das músicas, um “ensaio geral” das músicas. Passando todas as músicas pensando na sonoridade, musicalidade, ritmo, imagem da cena, interpretação na entrada da música, durante e na sua finalização, trabalho de afinação e interpretação de quem canta, e do coro, e como distribuir esses focos.


No vídeo acima vemos um trecho da passagem da música "Fado Tropical" tendo com protagonista da canção  Mathias de Albuquerque, interpretado por Henrique Raynal. Percebemos como a movimentação do coro, sua entrada energica no começo da canção e suas ações que tornam a cena como um todo mais instigante e visual. O coro deve ter ações conjuntas no espaço, ritmo comum, e formas parecidas de trabalhar a espacialidade, porém gestos particulares e contrapontos também são construídos de forma criar tensão na cena dando espaço para antagonismos perante o protagonista, como é o caso da persona ator de Yuri Fidelis quando abre a revista fazendo referência a situações políticas e midiáticas, de maneira equilibrar os dois lados do palco, com o protagonista Mathias e a referência que o antagoniza.

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